Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Palavras para a minha Mãe

Palavras para a Minha Mãe 

 mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe, amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"



publicado por BE Lerporquesim às 00:02
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Sábado, 5 de Maio de 2012
Os Guerreiros na final do DNEscolas

 

             

GUERREIROS NA FINAL DO PROJETO DN
 
Uma equipa da ESA foi selecionada para a final do projeto DN Escolas que já
divulgámos neste blog. Assim, no dia 23 de maio, a equipa dos GUERREIROS
estará em Lisboa  para realizar uma entrevista a uma personalidade cuja
identificação, até ao momento, não foi divulgada.
                                                
                                          Parabéns aos alunos do  10ºCT5/CSE.


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publicado por BE Lerporquesim às 21:18
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012
Dis Mundial do Trabalhador

 

 

"

Quando o trabalho é um prazer, a vida é bela! Mas quando

nos é imposto, a vida é uma escravatura

Maximo Gorki, Os subterrâneos



publicado por BE Lerporquesim às 23:19
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Dia Mundial do Livro II

O Livro, em versão de boa disposição!

 

 



publicado por BE Lerporquesim às 00:28
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Dia Mundial do Livro

                                 

 

Os textos impressos conhecidos mais antigos são orações budistas feitas no Japão por volta do ano 770. Sabe-se que na China apareceu o primeiro livro, no ano de 868.

No período medieval europeu, o acesso ao mundo letrado estava praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a protecção dos mosteiros. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Nessa época era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens.

Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, na Idade Moderna a leitura e a escrita eram privilégios desfrutados pelas elites.
Quem foi Gutenberg?

O ourives culto e curioso Johannes Gutenberg (1398-1468) nasceu em Mainz, na Alemanha e, é considerado o criador da imprensa em série.
Ele criou a prensa tipográfica, onde colocava letras que eram cunhadas em madeira e presas em fôrmas para compor uma página. Essa tecnologia sobreviveu até o século XIX com poucas mudanças.
Por volta de 1456, foi publicado o primeiro livro impresso em série: a Bíblia de 42 linhas. Conhecida como "Bíblia de Gutenberg", a obra tinha 642 páginas e 200 exemplares, dos quais existem apenas 48 espalhados pelo mundo. A invenção de Gutenberg marcou a passagem do Mundo Medieval para a Idade Moderna: era de divulgação do conhecimento.

Em Portugal, a imprensa foi introduzida no reinado de D. João II e desta saiu o primeiro livro chamado O Pentateuco de Gacon, em 1487, escrito em carateres hebraicos
O primeiro livro tipográfico em língua portuguesa foi o Tratado de Confisson, impresso em Chaves, em agosto de 1489. Trata-se de um livro de cariz pastoral, do qual se desconhece o autor talvez, pelo facto de, ao único exemplar existente,faltar a página de rosto.

O seculo XXI trouxe um novo formato de livro, o e-book, ou livro digital, do qual  já aqui te falamos. Uma invenção que revolucionou o velho conceito de livro.

Seja como for, o livro é um meio de comunicação importante no processo de transformação do indivíduo. Ao ler um livro, evoluímos e desenvolvemos a nossa capacidade crítica e criativa.

 



publicado por BE Lerporquesim às 23:54
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012
CineClube, dia 20

O Cineclube de Amarante exibe, no dia 20, pelas 21.30, o filme

O Dia de Visita, na presença do seu realizador Luís Vieira Campos.

 

                                          Dia de Visita

 

Sabemos que é um Dia. Mas não é um dia qualquer, como tantos outros. É um dia que transgride a normalidade. É um dia desejado. Mais: é um dia ansiado.

A curta-metragem de Luís Vieira Campos aborda a temática da “visita íntima”. Mas o que é a visita íntima? O que a diferencia das demais visitas?

Em primeiro lugar, a liberdade. Quem é visitado sofre da sua privação. Há casos em que visitante e visitado são ambos seres enclausurados.

Em segundo lugar, o tempo cronológico. Esta visita tem uma duração de três horas e uma periodicidade mensal. Não é possível dilatá-la. A sua regulamentação é rigorosa e rígida.

Depois, surge-nos o espaço. No caso deste filme, trata-se do Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo. Sim. As visitadas – porque a prisão é feminina -, são mulheres.

 O dia de visita é um momento íntimo. É íntimo porque é profundo. É íntimo porque é privado. É íntimo porque reivindica o comprometimento e a comunhão total entre dois seres.

Este é o dia da primeira vogal, da primeira letra do alfabeto. É o dia dos Afetos.

Numa das cenas iniciais do filme surge a imagem de rails de uma autoestrada. Metáfora ao dinamismo intrínseco da vida, à incerteza do seu trajeto ou direção...  tal como a existência, na qual somos ora protagonistas, ora espectadores, se vai desenrolando e desvelando, intercalando experiências de júbilo com aquelas que desejaríamos  esquecer.

Há uma dialética latente nestas oscilações entre estados emotivos contrastantes, na qual se tece a (nossa) biografia do sentir, cúmplice do existir.

O que ressalta do filme é o paradoxo entre a clausura que a instituição prisional, com todas as portas – tal qual uma matrioska -, gradeamentos e arames ostenta; o quarto e as  paredes que o confinam (onde decorre a visita íntima), e a erupção de emoções da reclusa, mulher de Francisco (Miguel Rubim), interpretada por Sandra Salomé.

Privadas da liberdade corpórea, as reclusas tentam manter intactas as liberdades incorpóreas: a da consciência e a dos afetos. Percebe-se que o objeto fílmico, que Luís Campos elegeu, é controverso. Mas esta curta-metragem tem vários méritos: o de evitar cair no juízo precipitado ou preconceito sobre estas mulheres. Para quê, como e por quê condenar quem já foi condenado ou está na desventurada expectativa de o ser? Não é o dia do julgamento, mas o das vivências emocionais intensas.

Por outro lado, desmitifica a associação simplista entre os afectos e a sexualidade. Os afetos não se reduzem à sexualidade, ainda que possam ser sexuados.

Finalmente, o tempo psicológico.

Assiste-se ao elogio da lentidão como potenciadora da captação dos gestos e das reações expressivas das personagens. Por quê esta insistência do tempo, e com ele as imagens e o som, em avançar vagarosamente?

Talvez, porque é a única forma de erigir em pequenas imortalidades as emoções intensas, por natureza efémeras.

Talvez, porque estas emoções resistam à mensuração. Transgridam o pêndulo.

Talvez...

 

Professora Elsa Cerqueira, da Equipa da Be/ CineClube de Amarante

 


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publicado por BE Lerporquesim às 23:41
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
O gato Malhado e a andorinha Sinhá, visto pela Ana Maria e Olivia

Deixamos aqui mais um trabalho criativo dos nossos alunos. Desta vez, de duas alunas

do 8ºE.

 



publicado por BE Lerporquesim às 23:08
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Domingo, 15 de Abril de 2012
Um poema por semana

Porque a Primavera tarda...

Quando vier a primavera, Alberto Caeiro


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publicado por BE Lerporquesim às 19:43
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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Explicação da Eternidade

           Explicação da Eternidade

 

 

Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. 
o ódio transforma-se em tempo, o amor 
transforma-se em tempo, a dor transforma-se 
em tempo. 

os assuntos que julgámos mais profundos, 
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, 
transformam-se devagar em tempo. 

por si só, o tempo não é nada. 
a idade de nada é nada. 
a eternidade não existe. 
no entanto, a eternidade existe. 

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos. 
os instantes do teu sorriso eram eternos. 
os instantes do teu corpo de luz eram eternos. 

foste eterna até ao fim. 

                                                                José Luís Peixoto


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publicado por BE Lerporquesim às 23:45
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
Contos coletivos do 3º ciclo

Durante a Semana da Leitura, que decorreu em março, foi proposta a criação de contos coletivos

aos alunos do3º ciclo. Com a colaboração dos respetivos professores de Lingua Portuguesa,

resultaram alguns trabalhos muitos interessantes que, posteriormente, foram reunidos pela

Professora Bibliotecária, Fátima Isabel,  num inovador e-book. Ora dá uma olhadela no seguinte link:

http://www.myebook.com/ebook_viewer.php?ebookId=121110

 

 



publicado por BE Lerporquesim às 20:02
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